O grupo extremista Estado Islâmico (EI) difundiu hoje um vídeo em que apresenta, alegadamente, os autores dos atentados que fizeram 130 mortos no dia 13 de novembro em Paris e ameaça todos os países da “coligação” incluindo a Grã-Bretanha.

Tratam-se, segundo o vídeo divulgado pelo centro de propaganda do EI, Al-Hayat, de quatro belgas, três franceses e dois iraquianos que cometem atrocidades contra pessoas apresentadas como reféns.

Exprimindo-se em árabe e francês, alguns destes elementos afirmam que a sua “mensagem se dirige a todos os países que participam na coligação” antijihadista liderada pelos Estados Unidos, que luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque desde setembro de 2014.

O ministério dos Negócios Estrangeiros francês escusou-se a comentar a divulgação do vídeo, após ser questionado pela agência Reuters.

Nas imagens, os alegados atacantes, surgem vestidos com camuflados, num deserto. Alguns são mostrados a decapitar pessoas.

"Estas são as últimas mensagens dos nove leões do califado que foram mobilizados para levar a França a cair de joelhos", ouve-se dizer um narrador das imagens.

Todos são identificados pelo seu nome de guerra. Oficialmente, apenas sete atacantes foram nomeados pelas autoridades. Há dois cuja verdadeira identidade permanece desconhecida: os dois bombista do Estádio de França que tinham na sua posse passaportes sírios.

O vídeo termina com uma aparente mensagem à Grã Bretanha. Depois de surgir imagens do primeiro-ministro britânico, David Cameron, a expressar apoio e solidariedade à França, o Estado Islâmico promete atacar "com espadas" quem se colocar no seu caminho. O gabinete do PM britânico, contactado pela Reuters, escusou comentar, por agora.