O presidente da Síria, Bashar al-Assad, foi a Moscovo encontrar-se com Vladimir Putin, naquela que é a sua primeira deslocação ao estrangeiro após o início da guerra da Síria, em 2011. Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, esclareceu que Assad foi à Rússia "numa visita de trabalho”, no final da tarde de terça-feira.

O Kremlin divulgou excertos da conversa entre os líderes. O combate aos grupos terroristas na Síria, os planos de Assad para as suas tropas e o apoio russo neste contexto foram os temas dominantes. Recorde-se que a Rússia começou a lançar ataques aéreos na Síria no final do mês passado, para atacar o Estado Islâmico e os grupos de rebeldes que combatem o regime.

Putin descreveu a Síria como um país “amigo”, sublinhando que a Rússia está pronta para contribuir “não só para o apoio militar, mas também para o processo político” que consiga levar a paz ao país.

O presidente russo manifestou ainda estar preocupado com os cerca de 4.000 cidadãos da antiga União Soviética que estão a combater ao lado dos rebeldes sírios.

“Não podemos permitir – uma vez que estão a combater e a ter treino ideológico – que regressem à Rússia.”

Por outro lado, Assad expressou “enorme “ gratidão à Rússia pelo seu apoio, frisando que a ajuda permitiu evitar que a situação se tornasse "num cenário trágico". Para o líder sírio, o terrorismo é um "obstáculo" à resolução do conflito interno do país.

Depois de a Rússia te iniciado os bombardeamentos na Síria, várias organizações denunciaram que os ataques têm causado mais vítimas entre a  população civil do que entre os jihadistas.  

Na segunda-feira, ataques russos provocaram pelo menos 45 mortos na província de Latakia. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou que há vários civis entre os mortos e dezenas de feridos.