O Ministério do Interior francês anunciou esta terça-feira a detenção, em 29 de outubro, de um homem que planeava matar militares da Marinha Nacional de Toulon, no sudeste do país.

Hakim, um francês de 25 anos, estava a ser vigiado há um ano pela sua radicalização e apoio público às teses de grupos extremistas islâmicos.

"As mortes foram evitadas graças à intervenção dos serviços especializados", considerou um membro da equipa de Bernard Cazeneuve ao Le Figáro, insistindo que o "perfil particularmente determinado e as conexões ao estrangeiro" do presumível jihadista foram determinantes.

Hakim, natural de Toulon, entrou nos radares da Direção Geral da Segurança do Interior (DGSI) depois de em 2014 ter começado a publicar mensagens no Facebook de mensagens de apoio aos combatentes voluntários nas zonas de combate sírio-iraquianas na fronteira de Daech.

"Ele radicalizou-se a um ritmo espantoso. Depois de se afastar gradualmente da família e do seu círculo íntimo, encontrou um refúgio numa atitude silenciosa, e isolou-se", afirmou uma fonte próxima ao jornal.

Durante a vigilância, as autoridades intercetaram mensagens eletrónicas que foram trocadas entre Hakim e os jihadistas franceses atualmente na Síria.

Segundo o Ministério do Interior francês, o homem tinha o material necessário “para passar à ação” e, depois de ter sido presente a tribunal, foi detido.