A Tailândia impediu a saída de dois casais australianos que regressavam ao seu país com bebés nascidos de mães de substituição, vulgarmente designadas «barrigas de aluguer».

Segundo o canal australiano ABC, ambos os casais foram intercetados na quinta-feira por agentes de imigração do aeroporto de Banguecoque, que tinham recebido ordens para impedir a saída de bebés gerados por mulheres «barrigas de aluguer» sem o aval de uma ordem judicial.

Outros dois casais norte-americanos também viram negada a saída da Tailândia no dia anterior, segundo a mesma televisão.

As ordens foram emitidas depois de a juntar militar no poder ter iniciado uma reforma legal para proibir o recurso a «barrigas de aluguer», graças ao polémico caso do casal australiano que alegadamente abandonou um bebé com síndrome de Down, gerado por uma mãe de substituição tailandesa.

Depois deste caso, as autoridades tailandesas lançaram uma campanha contra as designadas «barrigas de aluguer», que levou ao encerramento de várias clínicas de inseminação artificial, uma delas relacionada com um homem de negócios japonês, que obteve 15 bebés num alegado caso de tráfico de pessoas.

O recurso às «barrigas de aluguer» na Tailândia só está autorizado no caso de a mulher ser familiar dos pais e proíbe que a gestação seja feita em troca de dinheiro.