Os legisladores municipais de Nova Iorque decidiram terça-feira legalizar o baile em bares, pondo fim a uma lei com 91 anos que proibia a dança na maioria dos clubes nocturnos da cidade.

De acordo com a agência noticiosa Associated Press, é abolida a chamada lei anti-dança, que entrou em vigor pela primeira vez em 1926 e proibia o baile em bares e restaurantes que não possuiam licença de cabaret.

Os opositores da 'lei cabaret' alegavam que aquela proibição surgiu como medida racista contra os clubes de jazz de Harlem na década de 1920 e continuou a vigorar injustamente.

Se eras latino, negro ou da comunidade LGBTQ serias afetado por esta lei", comentou o advogado Rafael Espinal, democrata de Brooklyn, que introduziu legislação para revogar a lei, acrescentando ser o "o momento de corrigir o erro histórico e eliminar a licença da dança, inadequada e arbitrariamente imposta em Nova Iorque".

Após votação do Conselho Municipal, com 41 votos a favor e um contra, para revogar a lei, a medida terá agora que passar pelo edil democrata Bill de Blasio, que já disse que apoia a alteração. A revogação da lei entra em vigor 30 dias após a assinatura de de Blasio.

Elogios à noite

Os defensores da vida nocturna elogiaram a medida, com John Barclay, gerente de um bar nova-iorquino, a referir que "a lei cabaret dizimou a cultura de Nova Iorque durante o último século".

Estamos extremamente contentes com a morte desta lei. Estamos muito orgulhoso do nosso governo municipal que fez aquilo que era correto para esta incrível cidade", disse.

Depois de proibir a dança durante 91 anos nos bares e restaurantes sem licença de cabaret, Greg Miller, diretor executivo da "Dance Parade", um grupo não lucrativo que organiza um desfile anual com danças de todo o tipo, classificou a mudança como "um grande dia para a cidade".

Menos de 100 dos 25 mil estabelecimentos para comer e beber em Nova Iorque possuem atualmente licença de cabaret, que requer aprovação de várias dependências municipais.

O antigo `mayor´da cidade Rudy Giuliani utilizou lei para controlar os centros de diversão nocturna como parte de uma campanha em prol da qualidade de vida, lançada há 20 anos.