Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e Rússia, Vladimir Putin, concordaram sobre a necessidade de encontrarem uma “ solução política” para o conflito na Síria mas continuam a discordar sobre o papel de Bashar al-Assad.

Durante a reunião na sede da ONU, os dois líderes acordaram melhorar a comunicação militar entre os seus países, de acordo com um alto funcionário norte-americano que pediu para manter o anonimato.

A fonte disse que o encontro, o primeiro formal entre os dois em mais de dois anos e que durou 95 minutos, foi “cordial” e que Obama e Putin dedicaram a primeira metade à crise ucraniana e a outra à Síria.

O Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, admitiu realizar ataques aéreos na Síria, mas excluiu o envio de tropas terrestres para este país, em declarações feitas após a reunião Barack Obama. A imprensa russa adiantou, entretanto, que Putin considerou “construtiva” a sua reunião com Obama.


Apelo para se evitar "um novo Ruanda"


O dirigente do principal grupo oposicionista sírio, Coligação Nacional, também presente em Nova Iorque para a 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas, apelou aos membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para que evitem tornar o seu país num “novo Ruanda”.

“O que está a acontecer na Síria é um extermínio”, disse Khaled Khoja, durante uma conferência de imprensa, em referência aos bombardeamentos com barris de explosivos realizados pelo regime de Bashar al-Assad.

“Dois terços das mortes de civis são agora provocados pelos bombardeamentos aéreos de Al-Assad e 95% dos mortos pelos ataques aéreos de Al-Assad são civis”, detalhou.


Primeiro-ministro canadiano apoia ataques aéreos ao grupo estado islâmico


O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, afirmou durante um debate eleitoral, que é a favor dos ataques aéreos canadianos contra o grupo estado islâmico no Iraque e na Síria, enquanto os seus rivais defenderam uma retirada.

Os Novos Democratas, se forem eleitos, terminam a missão militar, enquanto os Liberais disseram que retiram os aviões de guerra canadianos mas continuam a treinar as forças curdas no Iraque.

“Este é um grupo [estado islâmico] capaz de matar literalmente milhões de pessoas, declarou intenção de lançar ataques terroristas no mundo, incluindo contra este país, e já indicou que tem capacidade para fazer isso”, disse Harper.