Um homem foi detido por alegadamente ter enviado sangue contaminado para o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e para a sua equipa. De acordo com a edição electrónica da Sky News, que se baseia em documentos judiciais, Saad Hussein, um refugiado da Etiópia, terá enviado vários envelopes com sangue contaminado com o vírus da SIDA para os gabinete do senador do Illinois algumas semanas antes de ele ter tomado posse como Presidente.

Um dos envelopes continha uma carta com manchas avermelhadas e um bilhete para a festa da eleição de Obama no Grant Park, em Chicago. De acordo com os documentos judiciais a que a estação de televisão britânica teve acesso, Hussein terá dito ao FBI que «que está muito doente com SIDA» e que fez cortes nos dedos com uma lâmina para poder sangrar para a carta.

Dias depois, Hussein terá alegadamente enviado mais duas cartas, uma delas endereçada a «Emanuel», numa aparente referência ao chefe de gabinete do Presidente, Rahm Emanuel. Os mesmos documentos judiciais referem que as duas cartas continham o que parecia ser sangue seco.

Saad Hussein, que está a receber tratamento psiquiátrico, foi detido em Janeiro. Quando foi preso, o suspeito, que não fala inglês mas que tinha o irmão a servir de intérprete, explicou ao FBI, que é «um admirador» de Obama e que apenas queria «pedir ajuda ao governo».

Saad Hussein acabou por ser levado para um centro de correcção em Chicago e não foi formalmente acusado. Um juiz ordenou que o suspeito fosse submetido a uma avaliação psiquiátrica, de modo a determinar se tinha condições para ser julgado em tribunal. Essa avaliação ainda está por fazer por ainda não se ter encontrado um tradutor adequado.