O presidente norte-americano, Barack Obama, rejeitou a possibilidade de criar uma zona de segurança no norte da Síria por “questões práticas”, já que isso implicaria invadir militarmente grande parte do país.

Obama falava numa conferência de imprensa, depois da reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Hanôver, onde abordou questões como o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, a situação na Síria e na Líbia, o conflito na Ucrânia, as divergências com a Rússia e a crise dos refugiados.

O líder norte-americano destacou que a sua rejeição não tem a ver com uma “objeção ideológica”, mas sim com uma mera “questão prática”, explicando que é muito complexo estabelecer uma zona de segurança com êxito, já que será preciso destacar um grande número de tropas em terra, controlar movimentos e estabelecer pontos de controlo.

Falando sobre a crise de refugiados na Europa, Obama deixou elogios a Angela Merkel, garantindo que a chanceler alemã está do lado certo da história.

Estados Unidos e Alemanha vão continuar mantêm-se empenhados em encontrar uma solução conjunta para a Síria, frisou.

O acordo de livre-comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia foi outro dos assuntos abordados pelo presidente norte-americano. Para Obama, os Estados Unidos e a União Europeia devem “prosseguir” as negociações sobre este acordo, de modo a concluí-las “até ao fim do ano”.

“Angela [Merkel] e eu estamos de acordo para afirmar que os Estados Unidos e a União Europeia [UE] precisam de prosseguir as negociações de um acordo comercial transatlântico", apesar das divergências e das críticas, declarou Barack Obama numa conferência de imprensa em conjunto com a sua anfitriã alemã, na chegada a Hanôver.

“Não espero que consigamos ratificar um acordo até ao fim do ano, mas prevejo que consigamos concluir as negociações do acordo (…) e nessa altura as pessoas poderão perceber porque é que o acordo é positivo para os nossos dois países”, continuou o presidente.

À chegada a Hanôver, o presidente norte-americano foi questionado sobre o caso da Coreia do Norte, que anunciou um novo teste militar. Obama apelou à China para aumentar a pressão sobre Pyongyang.

Depois de o líder norte-coreano, Kim Jonj-un, ter considerado como um “enorme sucesso” o lançamento no sábado de um míssil balístico a partir de um submarino, Obama afirmou que “a Coreia do Norte continua a manifestar um comportamento provocador”.

“Nós cultivámos a cooperação com a China para colocar pressão sobre a Coreia do Norte. Ainda assim, [essa cooperação] não está exatamente onde gostaríamos que estivesse”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano.