Barack Obama chegou este domingo a Cuba. A visita é histórica, uma vez que Obama é o primeiro presidente norte-americano a visitar a ilha em 88 anos, depois de Calvin Coolidge. 

O Air Force One, avião presidencial norte-americano, aterrou perto das 16:15 locais (20:15 hora de Lisboa) no aeroporto Jose Martin, nome do pai da independência da antiga colónia espanhola.

Numa curta mensagem na rede social Twitter, divulgada pouco tempo depois de aterrar, Barack Obama escreveu em espanhol, usando uma expressão popular para perguntar como estão os cubanos ("'Que bolá Cuba?'") e mostrou-se "ansioso para conhecer e ouvir diretamente o povo cubano". 

Sorridente, o presidente Obama desceu as escadas do avião com um guarda-chuva e acompanhado da sua mulher Michelle e das duas filhas, Malia, de 17 anos, e Sasha, 14 anos. Foi recebido no aeroporto pelo ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez.

Duas horas depois, Obama encontrou-se com o corpo diplomático norte-americano em Havana, onde fez questão de sublinhar que esta é "uma visita histórica e uma oportunidade histórica". Recorde-se que a embaixada norte-americana em Cuba foi reaberta em agosto do ano passado. 

A família Obama seguiu depois, a pé, pela zona histórica da capital cubana até à catedral. 

Em Cuba, há uma grande expectativa quanto aos resultados que esta visita pode trazer. É que ainda há um embargo económico e a presença militar na base de Guantánamo que o governo de Cuba quer ver terminados.

A visita de Barack Obama a Cuba, que se prolonga por dois dias, é o ponto alto da aproximação entre os dois países.

O restabelecimento das relações diplomáticas aconteceu em dezembro de 2014. Barack Obama e Raúl Castro anunciaram uma maior facilidade de viagens de um país para o outro, autorização de exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba, assim como uma autorização para os norte-americanos importarem bens até um valor máximo de 400 dólares. Foram anunciados ainda novos esforços para melhorar o acesso de Cuba à Internet.

Em agosto de 2015, os norte-americanos reabriram a embaixada em Havana.