O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, esta quinta-feira, que os 400 milhões de dólares entregues em dinheiro em janeiro ao Irão não foram o resgate para pagar a libertação de cinco prisioneiros norte-americanos.

Nós não pagamos resgaste de reféns”, insistiu Barack Obama, em conferência de imprensa no Pentágono, quando questionado sobre o assunto.

Washington anunciou em janeiro ter pago a Teerão 400 milhões de dólares (cerca de 359 milhões de euros) para resolver uma velha disputa comercial entre os dois países, à margem do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Sobre as alegações do candidato republicano Donald Trump de que as eleições presidenciais vão ser manipuladas, o Presidente dos Estados Unidos só disse que "isso é ridículo".

“Não sei nem por onde começar a responder a essa questão”, disse Obama, questionado por um jornalista sobre as declarações de Donald Trump.

Se Trump está a sugerir que existe uma teoria da conspiração que está a ser programada em todo o país (…) isso é ridículo”, declarou o Presidente aos jornalistas, em declarações citadas pela agência France Presse.

EUA vão continuar a combater EI “agressivamente e em todas as frentes”

Barack Obama, prometeu ainda que os Estados Unidos vão continuar a combater o grupo extremista Estado Islâmico “agressivamente e em todas as frentes”.

O chefe de Estado norte-americano reconheceu que a pressão acentuada contra o grupo extremista no Iraque e na Síria incitou o grupo terrorista a multiplicar os ataques não só naqueles dois países, como em França ou nos Estados Unidos e na Turquia.

A ameaça de ataques nos Estados Unidos “é séria. Nós levamos isso a sério”, afirmou Barack Obama, em conferência de imprensa no Pentágono, antes de iniciar férias.

Na conferência de imprensa, Barack Obama sublinhou repetidamente que o grupo extremista Estado Islâmico não pretende realizar “ataques espetaculares como o de 11 de setembro”, porque percebeu que consegue atrair a atenção com ataques em menor escala, com armas de pequeno calibre ou com um camião, como “aconteceu em Nice, em França”.

A hipótese de um ato isolado ou de uma pequena célula cometer um ataque fatal é real”, insistiu.

Mas, assegurou, o Presidente norte-americano, o “grupo extremista não pode derrotar os Estados Unidos, nem os parceiros aliados da NATO (Aliança do Tratado do Atlântico Norte).

Barack Obama disse não ter dúvidas de que o Estado Islâmico vai perder o controlo dos seus grandes bastiões na Síria e no Iraque, mas não especificou quando. O Presidente norte-americano sublinhou que os esforços militares contra os extremistas devem juntar-se aos esforços políticos, humanitários e diplomáticos.

Obama considerou vital acabar com a presença daquele grupo extremista na Síria e no Iraque para acabar com a propaganda de que um califado está a nascer e com o recrutamento de combatentes.

O chefe de Estado norte-americano criticou também a Rússia pelas suas ações militares na Síria, em apoio ao regime de Bashar al-Assad, e exortou Moscovo a cooperar com Washington para encontrar uma saída para a crise.

Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar com a Rússia para tentar reduzir a violência e consolidar os esforços contra os grupos Estados Islâmico e Al-Qaida, mas a Rússia não tomou as medidas que se impõem”, lamentou Barack Obama.

Na conferência de imprensa, Barack Obama pediu à Rússia para mostrar a sua “seriedade na procura de uma solução para a guerra que assola a Síria”.