Barack Obama e e Raúl Castro apertaram as mãos, num gesto histórico. A aproximação entre o líder dos Estados e o homólogo cubano aconteceu na cerimónia de abertura da VII Cimeira das Américas que teve início, esta sexta-feira, no Panamá. 

A cimeira, com a duração de dois dias, arrancou às 19:40 locais (01:40 de sábado em Lisboa), com a participação de cerca de 30 chefes de Estado.

Obama e Castro, separados pelos presidentes do Equador e El Salvador, ficaram na segunda de três filas no centro de convenções da capital do Panamá, enquanto soava o hino nacional do país anfitrião do evento considerado histórico.

Os dois líderes deverão reunir-se durante este fim de semana, de acordo com um porta-voz da Casa Branca, naquela que será a primeira reunião entre um presidente norte-americano e um líder cubano em mais de cinco décadas de conflito. 

Antes da cimeira, o Presidente dos EUA reuniu-se na sexta-feira com dois dissidentes cubanos, num encontro à porta fechada que contou com a presença de uma dúzia de outros dissidentes do continente americano. Juntamente com os Presidentes da Costa Rica e do Uruguai, Obama reuniu-se com a advogada Laritza Diversent e o ativista político Manuel Cuesta Moura.

Foi a 17 de dezembro que os presidentes dos dois países anunciaram o restabelecimento de relações diplomáticas. O momento considerado histórico foi marcado pela libertação e troca de prisioneiros. 

Obama e Castro anunciaram uma maior facilidade de viagens de um país para o outro, autorização de exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba, assim como uma autorização para os norte-americanos importarem bens até um valor máximo de 400 dólares. Foram anunciados ainda novos esforços para melhorar o acesso de Cuba à Internet.