O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a mulher, Michelle, assinaram um acordo com a Netflix para produzir filmes, séries e documentários. A informação foi divulgada pela própria Netflix, em comunicado, e vem confirmar uma notícia que a imprensa norte-americana já tinha avançado em março.

A plataforma de streaming, que conta com 125 milhões de subscritores em 190 países, não forneceu pormenores sobre os futuros projetos do ex-casal presidencial. O comunicado indica apenas que estes projetos poderão passar pela produção de séries de ficção, reality shows, documentários e longas-metragens de ficção.

Os conteúdos serão produzidos através de uma produtora criada especificamente para este efeito, chamada "Higher Ground Productions".

No comunicado divulgado pela Netflix, Barack Obama diz que espera ajudar a cultivar a afirmação "de vozes talentosas, inspiradoras e criativas", que promovam "uma maior empatia e compreensão entre as pessoas".

Uma das alegrias mais simples que tivemos durante o tempo em que fizemos serviço público foi a oportunidade de conhecer pessoas fascinantes de vários quadrantes e de as ajudar a partilhar as suas experiências com o público. É por isso que eu e a Michelle estamos tão entusiasmos com esta parceira com a Netflix – esperamos cultivar as vozes talentosas, inspiradoras e criativas que são capazes de gerar empatia e compreensão entre as pessoas e esperamos ajudá-las a partilhar as suas histórias com o mundo", vinca Barack Obama no texto.

Em março, o New York Times noticiou que o casal Obama estava em “avançadas negociações” com a Netflix com vista à criação de conteúdos exclusivos neste serviço de streaming.

Na altura, o jornal avançou que o objetivo não era responder a Donald Trump e às suas políticas, mas criar um canal de comunicação dos Obama com o público, que abordasse histórias inspiradoras.

Uma das ideias que estava em cima da mesa era um programa em que Obama pudesse moderar conversas sobre temas que marcaram a sua presidência. Tópicos como o serviço nacional de saúde, os direitos de voto, a imigração, a política externa e as alterações climáticas, que ainda hoje continuam a dividir o eleitorado.

Outra hipótese também divulgada pelo jornal foi a criação de um programa com Michelle Obama sobre questões relacionadas com nutrição, um tema sobre o qual esteve debruçada na Casa Branca.