Notícia atualizada às 10:00 de sexta-feira

O Senado norte-americano aprovou esta quinta-feira o plano do Presidente Barack Obama de apoio aos rebeldes sírios e que tem como objetivo de combater os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), que ganhou terreno no norte da Síria.

Os senadores aprovaram o plano por 78 votos a favor e 22 contra, sendo a primeira componente estratégica contra os jihadistas, apresentada por Obama na semana passada.

A aprovação do Senado permitirá ao Departamento de Defesa norte-americano aumentar a entrega de armas aos rebeldes sírios - opositores do regime de Bashar al-Assad - para lutarem contra os extremistas do grupo Estado Islâmico, que dominam áreas do norte do país. Permitirá também que Washington leve a cabo operações de treino dos rebeldes sírios na Arábia Saudita.

Mas a emenda aprovada não dá «carta-branca» ao Governo, exigindo um relatório da execução do plano a cada 90 dias, número de combatentes treinados, grupos apoiados com armas e outros equipamentos.

Outro ponto que fica bastante claro é que não haverá envio de tropas norte-americanas para o terreno, limitando o plano a 11 de dezembro, e forçando a Administração Obama a voltar ao Congresso para clarificar a estratégia contra o Estado Islâmico.

A votação de quinta-feira no Senado, de maioria democrata, aconteceu um dia depois da aprovação do mesmo plano na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos.

Os Estados Unidos têm entregado, desde 2013, armas ligeiras e treino aos rebeldes sírios na Jordânia, mas de forma encoberta, através de um programa da CIA.