O Governo da Tailândia quer que as controversas eleições gerais decorram este fim de semana, disse o vice-primeiro-ministro Surapong Tovichakchaikul, apesar das ameaças de boicote da votação por parte de manifestantes da oposição.

«Insistimos que as eleições de 02 de fevereiro devem ser realizadas porque a maioria da população quer a votação», afirmou Surapong Tovichakchaikul aos jornalistas, antes de uma reunião entre a primeira-ministra e a Comissão Eleitoral, que quer adiar a votação.

A primeira-ministra Yingluck Shinawatra enfrenta, há quase três meses, manifestações nas ruas, promovidas por manifestantes antigovernamentais que pedem a sua demissão e do seu Governo e uma reforma do sistema político por um conselho popular não eleito de 400 membros nos próximos 12 a 15 meses.

A Human Right Watch (HRW) instou hoje os manifestantes a acabarem com a campanha de obstrução ao voto para evitar novos surtos de violência durante as eleições gerais.

«Os manifestantes reclamam lutar contra a corrupção e pela necessidade de reformas, mas isto não justifica o uso da força e a intimidação para bloquear as votações (...) Impedir o voto da população é uma mostra grave de desrespeito pelos direitos básicos dos eleitores e pelos princípios democráticos», declarou Brad Adams, director da HRW na Ásia.

Centenas de manifestantes bloquearam o acesso a várias assembleias de voto em Banguecoque e nas províncias do sul da Tailândia no domingo, dia da votação antecipada para as eleições gerais de 2 de fevereiro.