Notícia atualizada às 12:30

Cerca de mil manifestantes contrários ao Governo da Tailândia forçaram, esta segunda-feira, a entrada no Ministério das Finanças, em Banguecoque, e ameaçam invadir outros edifícios governamentais. Numa tentativa de derrubar a primeira-ministra Yingluck Shinawatra, os líderes da oposição tailandesa convocaram a ocupação de edifícios do governo, naquele que é o maior protesto desde a crise de 2010, noticia a agência Reuters.

As manifestações contra o Governo começaram em outubro e foram desencadeados por um projeto de lei de amnistia apoiado pelo governo que poderia ter levado ao regresso do irmão de Yingluck, antigo primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra, sem que este enfrente a pena de prisão por corrupção a que foi condenado em 2008. Na noite de domingo, Suthep Thaugsuban, antigo vice-primeiro-ministro e ex-deputado do Partido Democrata, hoje na oposição, sublinhou que o protesto não visa apenas a queda do Governo, mas também o fim do «regime Thaksin».

De acordo com a Reuters, centenas de outros manifestantes contra o Governo aglomeraram-se também esta segunda-feira em frente ao Departamento de Relações Públicas, logo após a ocupação do Ministério das Finanças.

O Departamento de Relações Públicas é uma ramificação do gabinete do primeiro-ministro e é responsável pelas publicações oficiais do Executivo. O departamento abriga a Rádio Tailândia, que veicula notícias e dados oficiais em inglês e tailandês. Uma testemunha disse que cerca de 400 manifestantes se encontravam em frente ao edifício. Antes, um líder dos protestos pediu a cerca de 30 mil manifestantes para ocuparem edifícios do Governo em toda capital.

As manifestações acontecem ao mesmo tempo que milhares de «camisas vermelhas», seguidores da primeira-ministra, se manifestaram no estádio nacional Rajamangala, com capacidade para 49 mil pessoas, contrariando a mobilização antigovernamental.