Secretário-Geral das Nações Unidas defendeu este sábado que a força de paz da organização na República Democrática do Congo [MONUC] seja mais «enérgica» no apoio às forças militares governamentais contra os rebeldes hutus ruandeses no Leste do país, escreve a Lusa.

Ban Ki-moon chegou à capital congolesa, Kinshasa, e esteve reunido durante a manhã com o Presidente Joseph Kabila em Kisangani, capital da Província Oriental (nordeste), a quem, segundo disse à AFP o seu porta-voz Yves Sorokobi, apelou para aproveitar a actual estabilidade para «reforçar a autoridade do Estado e garantir uma protecção mais eficaz dos civis».

Uma oportunidade

Para o secretário-geral das Nações Unidas, adiantou o mesmo responsável, «os desenvolvimentos recentes têm proporcionado uma oportunidade tanto para as autoridades congolesas como para a MONUC reforçarem o seu compromisso» no Kivu (leste), onde nos últimos anos se têm registado alguns dos mais sangrentos confrontos.

As Nações Unidas têm actualmente na MONUC, criada em 2001, a sua maior missão de paz a nível mundial, envolvendo cerca de 17.000 soldados.

Mais homens

Ban tem vindo a reclamar publicamente mais meios para a missão, e em meados de Fevereiro o Egipto anunciou que vai mandar mais 1.300 homens.

Segundo referiu o porta-voz de Ban Ki-moon, uma presença «mais enérgica» da MONUC deverá ajudar a «garantir os ganhos de longo prazo» da recente operação das forças congolesas e ruandesas no Kivu do Norte.

Apoio mais enérgico

A missão das Nações Unidas deveria também proporcionar «um apoio muito mais enérgico às forças armadas do Congo».

Ban apelou ainda a Kinshasa para «cooperar com as Nações Unidas para erradicar o flagelo da violência sexual», nomeadamente impedindo a integração no exército e polícia congolesa de pessoas suspeitas ou acusadas de abuso sexual.

Em Goma, capital do Kivu Norte, o secretário-geral da ONU visitou um hospital que recebe mulheres vítimas de violência sexual.

Domingo, Ban irá visitar um acampamento de deslocados perto de Goma, e viaja depois para Kigali, Ruanda, onde se encontra com o presidente Paul Kagame.