O Presidente Barack Obama condenou esta sexta-feira os confrontos verificados em Baltimore que obrigaram a decretar o estado de emergência naquela cidade norte-americana, esta segunda-feira.

“Não há desculpa para o tipo de violência a que assistimos ontem.”


Os protestos ocorreram depois do funeral de Freddie Gray, um jovem negro que morreu sob custódia policial.  A violência acabou por tomar conta das ruas da cidade do estado de Maryland e instalou-se o caos: carros incendiados, lojas pilhadas e sete agentes da polícia gravemente feridos.

Numa conferência de imprensa a partir da Casa Branca, Obama criticou, esta terça-feira, os motins, sublinhando que a violência não é uma forma de protesto.

“Quando as pessoas forçam as portas das lojas para saquear, não estão a protestar. Não estão a marcar uma posição. Estão a roubar. Quando deitam fogo a edifícios, estão a cometer um crime. E estão a destruir os negócios e as oportunidades nas suas próprias comunidades.”


Apesar das palavras duras para com os manifestantes, Obama não deixou de apontar o dedo à polícia, ou pelo menos, a alguns agentes que "não estão a fazer a coisa certa”, acrescentando que estes problemas “não são bons para as forças policiais”.
 
O líder norte-americano lembrou ainda que as tensões entre as comunidades afro-americanas e a polícia sempre existiram, ao longo de décadas, e que, por isso, este não é um problema novo.

“Isto existe há muito tempo. Isto não é novo e não devemos fingir que é novo”.

Os incidentes de Baltimore lembram os protestos na cidade de Ferguson, o ano passado. Os motins ocorreram depois da morte de Michael Brown, a 9 de agosto. O jovem negro de 18 anos foi abatido a tiro por um polícia quando se encontrava desarmado, num caso que desencadeou várias manifestações e reabriu dois debates chave nos Estados Unidos: a discriminação racial e a violência policial.