Uma baleia assassina conquistou todas as atenções desde que foi vista a carregar na boca uma cria morta. Durante 16 dias, o animal não se desfez do corpo, um comportamento normal, mas não durante tanto tempo. O momento foi visto pela primeira no dia 24 de julho, na costa da ilha de Vancouver, no Canadá.

Talvez esta seja a forma de ela superar a perda de outra cria. Provavelmente perdeu outras duas na última década. Deve ser trágico para estes animais perderem os seus bebés, e isso está a acontecer a um ritmo recorde”, afirma o cientista Ken Balcomb, do Centro de Pesquisa de Baleias, citado pela BBC.

É já conhecido que esta espécie marinha tem por hábito manter as crias mortas consigo durante alguns dias, mas os cientistas que estão a acompanhar este caso dizem que esta mãe, a J35, está a “estabelecer um recorde”.

Os cientistas acreditam que a cria tenha morrido no dia 24 de julho, mas desconhecem a causa. Na quinta-feira, o animal ainda foi visto a nadar com a cria na boca.

De acordo com o cientista, por enquanto não há nada que possam fazer sem ser observar os comportamentos, visto que a baleia parece estar saudável e continua a alimentar-se.

Esta comunidade da espécie composta por 75 baleias assassinas é frequentemente encontrada na costa da ilha de Vancouver, no Canadá, e ao largo do estado de Washington, nos Estados Unidos.

A baleia assassina consta na lista de animais em risco de extinção do Canadá e dos Estados Unidos da América. Esta espécie depende do salmão Chinook para se alimentar, contudo, também a quantidade destes peixes tem vindo a decrescer ao longo do tempo.