Quatro países árabes disseram hoje que receberam a resposta do Qatar às reivindicações para acabar a crise diplomática que afeta o Golfo.

Bahrein, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos vão responder “em tempo oportuno”, indicou uma declaração conjunta, sem adiantar detalhes. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países devem reunir-se hoje no Cairo.

O Qatar submeteu uma resposta escrita na segunda-feira através do Kuwait, que está a ajudar a mediar aquela que é descrita como a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito anunciaram o corte de relações diplomáticas com o Qatar - num gesto seguido depois por outros países como Iémen e Líbia -, acusando-o de “apoiar o terrorismo” e de manter relações próximas com o Irão, num gesto que desencadeou a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo, em 1991.

O corte de relações diplomáticas - complementado com uma série de medidas para isolar o país, como encerramento do espaço aéreo aos meios de transporte do país - culmina anos de tensões na aliança entre os produtores de petróleo do Golfo e reflete uma irritação crescente dos países vizinhos com o apoio do Qatar a organizações que os outros Estados árabes consideram terroristas.

Esses países acusam Doha de ter ligações com “organizações terroristas e grupos sectários que procuram desestabilizar a região, entre os quais a Irmandade Muçulmana, o Daesh (acrónimo árabe do grupo autoproclamado Estado Islâmico) e Al-Qaeda”.

O Qatar rejeita as acusações, classificando-as como “calúnias injustificadas”, e garante que “está a lutar contra o terrorismo e o extremismo”, enquanto a comunidade internacional tenta arranjar forma de pôr fim a esta crise diplomática.