O voo QZ-8501 desapareceu este domingo com 162 pessoas a bordo. O aparelho da Air Asia, empresa liderada por um descendente de portugueses, deixou de manter contacto com os radares cerca de 40 minutos depois de descolar do Aeroporto Internacional de Juanda, na cidade indonésia de Surabaya. Tinha como destino Singapura.
 
As buscas foram suspensas com o cair da noite na região (cerca do meio dia em Portugal). Devem ser retomadas às primeiras horas da manhã locais.

EUA oferecem ajuda para procurar voo QZ-8501

Malaysia Airlines e Air Asia: estranhas coincidências

 
Para já, familiares e amigos de passageiros e tripulantes, desesperam por informações e explicações que não chegam. É mais o que não se sabe do que aquilo que se sabe.
 
A Sky News ouviu especialistas em aviação e traçou várias teorias do que pode ter acontecido com o voo QZ-8501. Deixamos-lhe aqui algumas dessas teorias. 
 

Falha mecânica


O especialista Gideon Ewers lembra que o Airbus320 tem um registo de segurança excelente, com 26 incidentes desde 1998. Todos eles provocados por fatores externos. O incidente mais mediático do aparelho foi a colisão entre aves e um A320 da US Airlines, que obrigou o aparelho a amarar no Rio Hudson, em Nova Iorque, em 2009.


 

Mau tempo

 
Será a causa mais provável, já que o piloto tinha pedido para mudar a rota e aumentar a altura do voo, alegadamente por causa do mau tempo, antes de o avião desaparecer do radar.
O especialista Mike Vivian lembra à Sky que as tempestades e as trovoadas podem causar sérios danos numa aeronave.
Ainda assim, apesar de adversas, as condições meteorológicas na altura do desaparecimento não seriam invulgares na região e os pilotos estão habituados a lidar com elas.


 

Atingido por gelo

 
Ray Karam Singh, um piloto habituado a voar na região adianta como possível causa para o desaparecimento do avião um incidente com gelo. Considera mesmo essa causa mais provável do que trovoadas. O especialista diz que o facto de o piloto do voo QZ-8501 ter pedido para voar mais alto poderá ter sido numa tentativa de fugir ao gelo.
 

Erro humano


O piloto indonésio que manobrava o A320-200 tinha milhares de horas de voo, de acordo com o próprio dono da Air Asia, Tony Fernandes. Só na Air Asia, teria voado cerca de sete mil horas.
A hipótese de ele ter cometido um erro que conduzisse a um acidente grave é considerada pouco provável, dada a sua experiência.