O voo MH17 da Malaysia Airlines, que foi abatido por um míssil no leste da Ucrânia em julho, não tinha quaisquer problemas e prosseguia viagem normalmente até esta ter sido interrompida abruptamente às 13:20 do dia 17.

Segundo um relatório preliminar publicado pelo Conselho de Segurança Holandês (DBS), o avião «partiu-se» no ar «devido a danos na estrutura causados por um grande número de objetos de energia elevada que penetraram a aeronave pelo lado exterior», revela o «Telegraph».

As gravações de voz do cockpit também não revelaram qualquer sinal de avisos de emergência anteriores à destruição do avião.

O relatório não confirma o abate por um míssil, mas a conclusão de que o avião foi destruído por um «grande número de objetos de energia elevada» é consistente com o tipo de danos causados pelos mísseis disparados pelos sistemas terra-ar «BUK», que se desfazem entes de atingir o seu alvo.

Na altura do acidente foi desde logo avançado que os separatistas pró-russos tinham um destes sistemas BUK, que teria sido fornecido pela Rússia.

O documento também não aponta um responsável pelo abate do avião, porém, novas conclusões são esperadas quando o relatório completo for divulgado em meados de 2015.

O presidente do Conselho de Segurança Holandês, Tjibbe Joustra, garante que o DSB «quer determinar a causa do acidente, em respeito pelos familiares das vítimas e pela sociedade em geral. (...) Vão ser necessárias mais investigações para determinar o que aconteceu com maior precisão».

O voo MH17 foi abatido quando fazia a ligação entre Amesterdão, na Holanda, e Kuala Lumpur, na Malásia, matando todos os 298 passageiros a bordo. Até hoje 193 vítimas já foram identificadas.