Monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) afirmam não ter conseguido um corredor de acesso ao local dos destroços do avião da Malaysia Airlines, que terá sido abatido por um míssil esta quinta-feira no leste da Ucrânia.

Segundo informações da agência Reuters, o presidente da OSCE garante que a equipa de 17 monitores não conseguiu o acesso «esperado» e que voltariam a tentar no sábado.

«Eles não tiveram o acesso esperado. Não tiveram liberdade de movimentos para fazer o seu trabalho. O local do desastre não foi selado», garantiu Thomas Greminger.

Leia também: Quando «a guerra» chega ao ar

Greminger afirmou que a equipa ficou durante 75 minutos no local e acabou por regressar a Donetsk. Esforços serão feitos no sábado para conseguir mais acesso.

Três dezenas de investigadores da OSCE, a organização para a segurança na Europa, chegaram, esta sexta-feira, aos arredores de Donetsk, na Ucrânia, para apurar o que provocou a queda do avião das linhas aéreas malaias e cujos destroços se espalham por um raio de 15 quilómetros.

Um contra-relógio, depois do conselho permanente da organização se ter reunido esta sexta-feira de manhã, de emergência, em Viena, na Áustria.

Voo MH17: o que se sabe e o que falta saber

O avião malaio despenhou-se na Ucrânia na quinta-feira, perto da fronteira com a Rússia, e fez 298 vítimas mortais, transformando-se de imediato num dos maiores acidentes aéreos da história, enquanto se conclui o que levou à queda do avião. Das famílias aos chefes de Estados, todos pedem que o caso seja investigado. Os Estados Unidos, que perderam 23 dos seus nacionais, estão convictos de que o avião foi abatido.