Centenas de pessoas despediram-se esta segunda-feira das 66 vítimas da queda do avião da Egyptair na quinta-feira no Mediterrâneo, numa cerimónia oficial, numa mesquita do Cairo, em que estiveram representantes do governo e da companhia aérea egípcia.

A cerimónia, organizada pelo Ministério da Aviação Civil, decorreu na mesquita marechal Tantawi, nos arredores da capital egípcia, constatou a agência noticiosa espanhola EFE.

Apesar de os corpos ainda não terem sido recuperados das águas, a cerimónia foi realizada para honrar a memória dos que viajavam no voo MS840, 56 passageiros, sete tripulantes e três agentes de segurança.

O avião da Egyptair, que fazia o voo MS804, descolou de Paris rumo ao Cairo na noite de quarta-feira, e desapareceu ao início da madrugada ao entrar no espaço aéreo egípcio. Tinha 66 pessoas a bordo, incluindo um português de 62 anos, que vivia e trabalhava temporariamente em Joanesburgo.

Na sexta-feira, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, afirmou que “não há absolutamente nenhuma indicação sobre as causas” do desaparecimento do avião.

As declarações de Jean-Marc Ayrault surgem depois de o governo egípcio ter admitido, na quinta-feira, que a hipótese de um atentado terrorista ter estado na origem da queda do avião era mais provável do que a de uma avaria técnica. O ministro para a aviação do Egito ressalvou, contudo, que ainda é cedo para tirar quaisquer conclusões sobre as causas da tragédia.