Documentos divulgados pelo governo da Malásia revelam que as entidades responsáveis demoraram quatro horas a iniciarem as buscas pelo avião MH370, quando este desapareceu do radar, na noite de 8 de março.

Segundo a «Sky News», o relatório revela que as autoridades só perceberam que o avião tinha desaparecido, 17 minutos depois de este ter saído do radar.

O documento intitulado «ações entre a 01:38 e as 06:15 de sábado, 8 de março», revela horas de confusão antes do Centro de Salvamento Aeronáutico (ARCC) ser ativado, e conversas com a torre de controlo vietnamita que confirmam que não existiu um contacto do Vietname com o avião.

O relatório mostra, ainda, que a Malaysia Airlines disse à torre de controlo de Kuala Lumpur que estava à procura do avião, quando na verdade estavam a procurar na sua rota projetada, e não na real.

Estas informações estão registadas às 3:30 da manhã, três horas após o avião ter desaparecido. Neste tempo, a Malaysia Airlines repetiu à torre de controlo que estava a localizar o avião.

No entanto, além destas informações, o relatório não acrescentou quaisquer esclarecimentos sobre o que aconteceu ao voo MH370.

O documento faz ainda o apelo à introdução de uma nova norma de segurança para evitar novas situações como esta. Fica recomendado à Organização Internacional de Aviação Civil que introduza um dispositivo que permita seguir os aviões em tempo real.

Famílias das vítimas vão ter de regressar a casa

Entretanto, as autoridades da Malaysia Airlines pediram aos familiares das vítimas que abandonem as instalações fornecidas pela companhia e aguardem por novidades em casa.

«Os centros de assistência às famílias vão fechar a 7 de maio», afirmaram as autoridades, referindo-se ao hotel onde se encontram os familiares das vítimas.

A companhia afirma que continuará a manter as pessoas informadas, e que as buscas vão continuar.