O chefe de Estado para a Segurança da Ucrânia acusou dois militares de inteligência russos de estarem envolvidos no ataque que levou à queda do voo MH17, da Malaysia Airlines, e que causou a morte a 298 pessoas que seguiam a bordo.

Segundo a agência Reuters, Valentyn Nalivaychenko afirma que foram intercetadas conversações que provam as suas acusações e quer ver os dois homens a pagar pelo seu «crime».

«Agora sabem quem foi responsável por este crime. Nós [Governo de Kiev] vamos fazer tudo para que os militares russos que fizeram este crime paguem», disse.

Malaysia Airlines: caixa-negra encontrada

Entretanto, o presidente ucraniano Petro Poroshenko já afirmou que criou um conselho de investigação para apurar o que aconteceu e recusa as acusações dos separatistas que afirmam que o míssil que destruiu o avião partiu do Governo ucraniano. Poroshenko, que já tinha, também, acusado a Rússia de ter abatido um avião militar do governo de Kiev.

Por sua vez, o presidente da Rússia já enviou as suas «sinceras condolências» ao primeiro-ministro da Malásia e às famílias das vítimas, e o seu Executivo já recusou qualquer responsabilidade no abate do avião militar.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas já convocou uma reunião de emergência para discutir a situação na Ucrânia, marcada para esta sexta-feira.

O avião da Malaysia Airlines despenhou-se esta quinta-feira, na Ucrânia, junto à fronteira com a Rússia. Logo após o acidente, um conselheiro do ministro ucraniano do Interior, afirmou que o avião teria sido abatido por um míssil terra-ar russo quando entrava na região de Donetsk, onde decorrem combates entre tropas ucranianas e separatistas russos. Inicialmente foi avançado que viajavam 295 passageiros, mas a companhia retificou o número ao final da noite.