Atualizada às 00:54

A companhia aérea Malaysian Airlines já divulgou a lista de passageiros que seguia a bordo do avião que caiu quinta-feira na Ucrânia, sendo a maioria de nacionalidade holandesa, australiana, malaia, indonésia e britânica.

Segundo o vice-presidente da empresa, Huib Gorter, numa primeira lista provisória da nacionalidade dos passageiros «154 eram holandeses e 27 australianos».

Além desses, 45 eram da Malásia (15 eram tripulantes e duas crianças), 12 indonésios (incluindo uma criança), nove britânicos, quatro alemães, outros quatro belgas, três filipinos e um canadiano.

Por identificar estão 41 passageiros segundo o comunicado.





O ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, Frans Timmermans, pede que seja dado acesso «sem restrições e seguro» ao local do desastre.

«Este é dia negro para a Holanda», afirmou, acrescentando que deve ser feita uma investigação independente para apurar o que aconteceu.

O Governo português desconhece, por enquanto, se existiam portugueses a bordo do avião da Malaysia Airlines, disse o secretário de Estado das Comunidades.

«A Direção-Geral dos Assuntos Consulares está a fazer todas as diligências possíveis no sentido de saber se há portugueses ou lusodescendentes entre os passageiros do avião», afirmou José Cesário à agência Lusa.

O avião da Malaysia Airlines sobrevoava a região de Donetsk, na Ucrânia, controlada pelas forças pró-russas. O espaço aéreo já tinha sido fechado à aviação civil a 8 de julho após o abate de um avião militar. Inicialmente foi avançado que viajavam 295 passageiros, mas a companhia atualizou o número de passageiros ao final da noite.

É a segunda tragédia com um avião da Maysia Airlines. O avião que saiu de Pequim com destino a Kuala Lumpur continua a ser o maior mistério da aviação, depois de continuar desaparecido desde 8 de março deste ano.