Os destroços do Boeing 777 da Malaysia Airlines foram encontrados ao fim de 17 dias desaparecido. O primeiro-ministro da malásia anunciou hoje, em conferência de imprensa, que «não há sobreviventes» do voo MH370. No entanto, apenas uma parte do mistério está resolvida.

Os destroços do aparelho, por si só, não conseguem explicar o que aconteceu naquela madrugada fatídica. É essencial encontrar a caixa negra do avião. Só os registos da caixa negra poderão fazer luz sobre o mistério que envolve o caso. Por exemplo: «Porque foram desligadas as comunicações? Porque mudou o aparelho de rumo? Houve ou não alguma emergência a bordo? Para onde se dirigia o avião quando caiu no Oceano índico? Porque se despenhou?».

Aliás, os destroços agora encontrados podem não corresponder ao local exato da queda do Boeing 777. E, na verdade, as autoridades estão numa corrida contra o tempo, porque em breve a caixa negra vai ficar sem bateria e deixar de emitir sinal sobre a sua localização.

De acordo com alguns especialistas ouvidos pela «Sky News», sem a informação que consta na caixa negra, o mistério pode nunca ser resolvido.

Paul Edwards, um antigo coronel da Força Aérea britânica, explicou que «as correntes e a grande ondulação» da zona vão tornar muito difícil encontrar o local exato do impacto. «É um grande desafio, porque os destroços podem ter sido levados para longe pelas correntes».

A caixa negra pode estar presa a algum destroço ou pode ter-se separado e afundado sozinha no leito do mar. A bateria da caixa negra tem uma duração de 30 dias e já passaram 17.

Os Estados Unidos enviaram para a zona um rebocador, que está a ser puxado por um navio a velocidade reduzida, capaz de detetar sons de uma caixa negra a uma profundidade de 20 mil pés (seis mil metros). Na zona, a profundidade ronda os 13 mil pés.

Philip Baum, editor chefe da revista «Aviation Security International», avançou que apesar de fundo o oceano é bastante liso, sem grandes variações, um facto que pode ajudar na procura pela caixa negra.