Notícia atualizada às 20:16

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos proibiu todos os voos para o aeroporto de Telavive, em Israel, por um período de 24 horas.

Também a agência europeia de segurança aérea (AESA) indicou que vai recomendar ao conjunto das companhias europeias para não utilizarem até nova ordem o aeroporto internacional de Telavive em Israel.

Estas decisões surgem depois de um avião da Delta Air Lines com destino a Telavive ter sido desviado para Paris, por questões de segurança, esta terça-feira. O Boeing 747 tinha 273 passageiros a bordo e 17 elementos da tripulação.

O lançamento de um rocket para perto do aeroporto Ben Gurion esteve na origem do desvio. Depois do incidente, a Delta Air Lines anunciou o cancelamento de todos os voos para Israel por tempo indefinido.

A US Airways, que faz a ligação entre Filadélfia e Telavive, também já tinha cancelado os voos desta terça-feira. Seguiu-se ainda a United, também norte-americana.

Também a Lufthansa anunciou que não vai efetuar voos para este aeroporto durante pelo menos dois dias. A KLM, a Air France e a Swiss International Air Lines também suspenderam os voos para Telavive.

A transportadora aérea portuguesa, TAP-Air Portugal, contactada pela agência Lusa, esclareceu que não voa para aquele destino.

Depois do avião da Malaysia Airlines ter sido abatido por um míssil no espaço aéreo da Ucrânia, o conflito entre Israel e o Hamas está agora a suscitar preocupações relativamente à segurança do espaço aéreo israelita.

O governo norte-americano aconselhou os cidadãos, esta segunda-feira, a não viajarem para Israel, Gaza ou para a Cisjordânia a menos que tal fosse mesmo necessário.

Esta terça-feira, o exército israelita admitiu que o soldado desaparecido há dias em Gaza pode estar morto após um ataque à sua viatura blindada sábado à noite, e sugeriu que o movimento islamita Hamas se apoderou do número de identificação.

Também esta terça-feira, uma escola da ONU que servia de abrigo aos palestinianos que ficaram sem casa nos bombardeamentos foi alvo de ataque do exército israelita.

A UNICEF garante que já morreram 121 crianças palestinianas desde o início do conflito, há duas semanas, e que mais de 900 ficaram feridas.