Se a porta do cockpit de um avião estiver trancada pelo piloto, ninguém consegue abri-la por fora. A segurança desta zona foi reforçada após os atentados de 11 de setembro de 2001.
 
De acordo com o jornal «El Mundo», a porta tem três posições. Quando a posição está ativada em «lock», fica impedido o acesso do exterior e ninguém a consegue abrir-la.
 
Uma outra posição permite abrir a porta do lado exterior, recorrendo a uma combinação numérica apenas conhecida pelos membros da tripulação. No entanto, a abertura demora 45 segundos a concretizar e só funciona se a posição «lock» não estiver ligada.
 
A última opção é a abertura voluntária da porta por parte do piloto que estiver no interior da cabine.
 
Após os atentados de 11 de setembro, as autoridades de segurança aérea, norte-americanas e europeias, fizeram aprovar uma norma que obrigava os fabricantes de aviões a desenhar portas de segurança máxima, por forma a impedirem o acesso a qualquer pessoa ao interior do cockpit. Assim, alegaram, podia-se evitar o sequestro dos pilotos ou o desvio dos aviões.

Ao mesmo tempo que os novos aparelhos já eram construídos com portas «seguras», as companhias aéreas foram obrigadas a ir substituindo as portas dos seus aviões mais antigos.
 
Cockpit ou cabine de pilotagem é a zona reservada aos pilotos que inclui os instrumentos de voo. Dependendo do modelo do avião, o espaço pode albergar várias pessoas como, por exemplo, o piloto, um copiloto, um navegador e um engenheiro de voo.
 
Entre os instrumentos de voos mais importantes encontramos: o velocímetro, o horizonte artificial, o altímetro, o climb, o giro direcional, o turn and blank, o RPM, o instrumento do motor, o sidestick, os pedais, os links radiais, o ILS, as manetes de mistura, RPM e potência, a alavanca de flaps, carburador, as lights, os magnetos e compensadores, o engate da chave, o botão de start e, em alguns casos, duas telas full screens.