Davide Fogli foi interrogado durante mais de 24 horas, pelos seguranças do aeroporto e pela polícia, que estão em alerta máximo, desde o atentado terrorista ao avião de passageiros russo. O turista disse que tinha comprado a “bomba” numa loja de brinquedos, para uma festa na passagem de ano.

Alegou ainda que o brinquedo, que consistia numa junção de paus de dinamite falsos, juntos com fita-cola, e com o que parecia ser um temporizador, tinha passado pelas primeiras inspeções de bagagem e que até tinha pedido permissão às autoridades para embarcar com ele. Os seguranças disseram-lhe que não podia levar o objeto para o avião e por isso deixou-o em terra, embarcando com a companheira no voo.

Mas, segundo o The Telegraph, o avião acabou por não partir na altura esperada, porque as autoridades do aeroporto decidiram que deviam interrogar mais detalhadamente Davide Fogli. O voo descolou finalmente quando o passageiro estava a ser interrogado.

 

“Era um brinquedo muito realista e, dado o atual clima, queríamos saber mais sobre os seus planos”, disse um membro do staff.

“Estamos em alerta amarelo desde o mês passado. O passageiro devia saber que não devia ter trazido um objeto deste tipo para o voo. Mesmo sendo um brinquedo, havia a possibilidade de ser usado como uma ameaça, só para causar problemas”, declarou Yusfandri Hona, da direção do aeroporto, ao The Telegraph.

O alerta foi levado especialmente a sério, porque os passageiros eram maioritariamente estrangeiros.

A Indonésia está em alerta por causa do terrorismo, uma vez que esta é a época em que se encontram mais turistas na capital e o país é o que regista a maior concentração de população muçulmana no mundo.