durante uma conferência de imprensa

 

- Durante os primeiros 20 minutos a conversa entre piloto e copiloto decorre de «forma normal e cordial. Sem qualquer contratempo»

 

- A dada altura o piloto faz um briefing sobre a aterragem em Dusselforf, na Alemnha, e a resposta do copiloto é lacónica

 

- Em seguida, o piloto pede ao copiloto para assumir o controlo do aparelho. Ouve-se o barulho de um assento a deslizar para trás e o barulho de uma porta a abrir. Supomos que tenha ido à casa de banho

 

- O copiloto fica então sozinho. É nessa altura que inicia deliberadamente a descida do avião. Quando a aeronave está em piloto automático, só uma ação humana pode alterar a altitude do avião

 

- Em seguida, ouve-se o piloto falar com o copiloto pelo intercomunicador, mas não obtém resposta. Depois bate à porta e continua sem resposta. Pede várias vezes para entrar no cockpit e chega mesmo a identificar-se

 

- Durante todo este tempo, e até ao embate final, é possível perceber que o copiloto está vivo devido ao som da sua respiração. Em momento algum responde

 

- Nesta altura, os controladores aéreos tentaram contactar o A320 da Germanwings, mas não conseguem. Pediram mesmo a outros aviões para tentarem, eles, estabelecer a ligação. Não há qualquer pedido de socorro, nem resposta aos contactos dos controladores aéreos

 

- Soa um alerta de proximidade de solo e ouve-se alguém a bater com muita força na porta, tentando deitá-la abaixo

 

- Em seguida dispara o alarme que avisa da necessidade de fazer subir o avião devido a impacto eminente

 

- Antes do impacto final, ouve-se um primeiro embate no topo da montanha

 

- Nos segundos finais são também percetíveis alguns gritos, mas a morte de todos a bordo é imediata

Antes, Brice Robin tinha confirmado que a segunda caixa negra não tinha sido encontrada e que já se tinham iniciado os testes de ADN para a identificação das vítimas.

 

Uma coisa é clara para o investigador: «Ele (copiloto) recusou deliberadamente abrir a porta ao piloto e decidiu iniciar a descida. Ele queria deliberadamente destruir o avião». Apesar da descida não ter sido acentuada e poder, até, ser considerada normal, «ele não tinha motivos para a fazer, como também não tinha motivo para não deixar entrar o piloto ou não responder aos controladores aéreos sobre a perda de altitude».

 

Perante a teoria de o copiloto poder estar a ter um ataque cardíaco, o procurador é ele próprio lacónico:

«Aparentemente estava a respirar normalmente, algo que não acontece com alguém que está a ter um ataque cardíaco».

«Quando tens 150 pessoas à tua responsabilidade, não podemos chamar-lhe suicídio, mas percebo que a questão seja colocada».