A pequena Darina tornou-se o rosto de uma tragédia maior, que deixou a Rússia de luto. Darina Gromovo seguia no voo 7K9268, da Metrojet, que se despenhou no sábado, no Egito. Darina seria a mais nova das 25 crianças que morreram na queda do aparelho da companhia civil russa. No avião seguiam, ao todo, 224 pessoas.

A fotografia mostra a pequena Darina, de dez meses, a olhar para os aviões parados na pista do aeroporto de São Petersburgo, na Rússia, pouco antes de partir com os pais, Tatiana e Aleksey, para umas férias na estância turística de Sharm El-Sheikh, no Egito, segundo a RT.  
 
Depois desta foto, muitas outras, com certeza, se sucederam, a documentar as férias desta família. Mas, Darina não voltará a ver os aviões na sua Rússia natal. O bebé e os pais vão regressar a São Petersburgo em caixões. São rostos de uma tragédia que deixou a Rússia de luto desde sábado.

A maioria dos passageiros deste voo era de nacionalidade russa e regressava de férias. Era o caso de Iurii Shein  e a filha Anastasiia, de apenas três anos, nesta fotografia tirada antes de entrarem no avião de regresso a casa. A imagem foi partilhada numa rede social por Olga Sheina, que também constava da lista de passageiros. De acordo com o site Mashable, na legenda da fotografia podia ler-se: “Olá Peter (São Petersburgo), adeus Egito. Vamos para casa”.
  A viagem de regresso havia de ser interrompida 23 minutos depois da descolagem, quando o avião caiu no Sinai, ainda em território egípcio, por causas que estão ainda a ser apuradas, não estando descartada a hipótese de terrorismo.

Sucedem-se as homenagens às vítimas, na Rússia, como em várias embaixadas do país pelo mundo fora.

Quando a notícia correu o mundo, a partir de sábado, as famílias receberam os telefonemas que não queriam. Não havia sobreviventes. Mas, houve uma família russa que ouviu do outro lado da linha a melhor notícia possível. Katerina Gyunninen e uma amiga decidiram, à última da hora, mudar o voo e não embarcar naquele A321 com destino a São Petersburgo. Tudo porque o bilhete de Sharm El-Sheikh para Moscovo era mais barato. Uma poupança financeira que lhe poupou a vida.

Quando Katerina  soube que o voo 7K9268 tinha caído, ligou imediatamente para a mãe: “Estou bem”. Lágrimas de alegria que não evitaram que os passageiros do voo que saiu dez horas depois do desastre, do Egito com destino a Moscovo, sentissem o pesar da morte daquelas 224 pessoas. Katerina Gyunninen disse à RT que durante a viagem se ouvia um “silêncio fúnebre” no avião.