As autoridades do Egito encontraram destroços do avião da Egyptair que se despenhou no Mar Mediterrâneo, na quinta-feira, a cerca de 290 quilómetros da cidade costeira de Alexandria.

Em comunicado, a marinha informou esta sexta-feira que também foram encontrados pertences dos passageiros e que, agora, está a passar a zona a pente fino em busca da caixa negra do aparelho. A caixa negra do aparelho poderá dar pistas cruciais sobre as causas da tragédia. 

“Aviões e navios do Exército encontraram objetos pessoais dos passageiros e destroços do aparelho a 290 quilómetros a norte de Alexandria.”

O ministro da Defesa grego, Panos Kammenos, precisou que as autoridades egípcias encontraram parte de um corpo, dois assentos do avião e uma ou várias malas. O governante acrescentou que as bases de Creta estão disponíveis para servirem de apoio à investigação. Quanto às causas do aparelho, Kammenos recusou entrar em especulações.

O avião da Egyptair, que fazia o voo MS804, descolou de Paris rumo ao Cairo na noite de quarta-feira, e desapareceu ao início da madrugada ao entrar no espaço aéreo egípcio. Tinha 66 pessoas a bordo, incluindo um português de 62 anos, que vivia e trabalhava temporariamente em Joanesburgo.

Esta sexta-feira, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, afirmou que “não há absolutamente nenhuma indicação sobre as causas” do desaparecimento do avião.

As declarações de Jean-Marc Ayrault surgem depois de o governo egípcio ter admitido, na quinta-feira, que a hipótese de um atentado terrorista ter estado na origem da queda do avião era mais provável do que a de uma avaria técnica. O ministro para a aviação do Egito ressalvou, contudo, que ainda é cedo para tirar quaisquer conclusões sobre as causas da tragédia.