Uma jovem de 21 anos morreu, no Reino Unido, depois de ter ingerido «comprimidos dietéticos» comprados na Internet. Os supostos auxiliares de dieta contêm dinitrofenol, uma substância química altamente tóxica. 

Eloise Aimee Parry começou a sentir-se mal por volta da hora de almoço, no dia 12 de abril, e a mãe, Fiona Parry, levou-a ao hospital Royal Shrewsbury para descobrirem a razão da má disposição. 

A rapariga contou aos médicos que tinha tomado os «comprimidos de dieta». A mãe garante que naquela altura ainda «não havia grande pânico» porque Eloise «estava completamente lúcida e parecia estar bem». A situação clínica mudou quando os médicos realizaram um exame toxicológico que revelou o «quão terrível estava a sua saúde».

«A droga estava no seu sistema e não havia antídoto. A dose letal era de dois comprimidos e ela tomou oito. À medida que a substância se começou a espalhar, os médicos tentaram arrefecer o corpo. Mas era uma batalha difícil. Ela estava literalmente a queimar-se por dentro. Quando parou de respirar, não desistiram e ligaram os ventiladores, mas quando o coração parou já não podiam fazer nada para a reanimar», conta a mãe. 

Eloise morreu naquele mesmo dia. 

A polícia de «West Mercia» está a conduzir uma investigação sobre a morte de Parry e já emitiu um alerta para a compra de comprimidos de dieta através da Internet. 

«Estamos sem dúvida preocupados com a origem e venda dessas pílulas. Estamos a trabalhar com várias empresas para estabelecer onde é que foram compradas e como é que são anunciadas», declarou a inspetora Jennifer Mattinson. 

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde, o dinitrofenol é habitualmente vendido na Internet como um «maravilhoso auxiliar de emagrecimento», no entanto, é preciso ter «muita atenção» porque o produto acelera o metabolismo a um «nível perigosamente rápido» e pode desencadear uma respiração rápida, um batimento cardíaco anormal e febre. 

Já a agência britânica, «Food Standards Agency», emitiu um comunicado contra o consumo daquela substância que considera ser «extremamente perigosa para a saúde humana».