Eloise Aimee Parry começou a sentir-se mal por volta da hora de almoço, no dia 12 de abril, e a mãe, Fiona Parry, levou-a ao hospital Royal Shrewsbury para descobrirem a razão da má disposição. 

A rapariga contou aos médicos que tinha tomado os «comprimidos de dieta». A mãe garante que naquela altura ainda «não havia grande pânico» porque Eloise «estava completamente lúcida e parecia estar bem». A situação clínica mudou quando os médicos realizaram um exame toxicológico que revelou o «quão terrível estava a sua saúde».

«A droga estava no seu sistema e não havia antídoto. A dose letal era de dois comprimidos e ela tomou oito. À medida que a substância se começou a espalhar, os médicos tentaram arrefecer o corpo. Mas era uma batalha difícil. Ela estava literalmente a queimar-se por dentro. Quando parou de respirar, não desistiram e ligaram os ventiladores, mas quando o coração parou já não podiam fazer nada para a reanimar», conta a mãe. 

A polícia de «West Mercia» está a conduzir uma investigação sobre a morte de Parry e já emitiu um alerta para a compra de comprimidos de dieta através da Internet. 

«Estamos sem dúvida preocupados com a origem e venda dessas pílulas. Estamos a trabalhar com várias empresas para estabelecer onde é que foram compradas e como é que são anunciadas», declarou a inspetora Jennifer Mattinson. 

Já a agência britânica, «Food Standards Agency», emitiu um comunicado contra o consumo daquela substância que considera ser «extremamente perigosa para a saúde humana».