Notícia atualizada às 16:47

A auxiliar de enfermagem espanhola que foi infetada pelo ébola parecia estar a melhorar, mas o estado de saúde da mulher agravou-se nas últimas horas. O «El Mundo» avança mesmo que Teresa Romero sofreu uma falência multiorgânica.

«O seu estado piorou», adiantou o irmão de Teresa Romero, à porta do Hospital Carlos III, em Madrid, citado pelo «El País». José Ramón Romero, que estava visivelmente emocionado, indicou, ainda, que a doente foi entubada por problemas pulmonares.

Ao jornal «La Voz de Galicia», o irmão da auxiliar de enfermagem acrescentou que foram dadas poucas esperanças à família: «Esperanças? É possível, mas dizem-me que não são grandes». Romero Ramos explicou que uma médica no Hospital Carlos III disse à família que «não há grandes esperanças» sobre o estado de saúde de Teresa Romero Ramos e que «a coisa está complicada».

Teresa Romero tem 44 anos e está internada há três dias.  A auxiliar de enfermagem soube que tinha a doença pela Internet, ao consultar o seu telefone e ver as notícias online. Ninguém do hospital Carlos III a informou diretamente. 

Também a médica Yolanda Fuentes, do hospital, confirmou ao início da tarde desta quinta-feira que a auxiliar está pior, mas, por agora, só pode confirmar que «a situação clínica» da paciente «se deteriorou» e que foram «expressamente proibidos de dar mais informações». «Terão de respeitar a sua vontade», enfatizou. 

A equipa médica que está destacada para o tratamento da colega de profissão é composta por cerca de 14 médicos e, segundo disse o irmão de Teresa, desta vez à «La Sexta», vão tentar outro medicamento para tentar que melhore. Até aqui, tem estado a ser tratada por um soro extraído da irmã Paciencia, que superou a doença e está «estável».

Teresa Romero estava na equipa que tratou de dois voluntários vindos da Serra Leoa e da Libéria e terá sido por isso que contraiu o vírus. Ambos acabaram por morrer. O único contacto que manteve com eles foi quando entrou no quarto para uma troca de fralda e, a outra, para proceder à limpeza do quarto, depois da morte de um dos pacientes, a 25 de setembro.

Para além da auxiliar, há outras seis pessoas em observação no mesmo hospital. O último a dar entrada foi o primeiro médico que tratou de Teresa, e que teceu duras críticas ao protocolo de segurança, alegando que teve de mudar de fato 13 vezes, enquanto a assistiu durante 16 horas.