Duas décadas depois da mãe a ter raptado enquanto bebé e as ter tornado fugitivas em cinco continentes, Savanna Todd conta porque apoia e perdoa a mãe fugitiva. O caso está a intrigar a imprensa a australiana e a jovem conta a sua versão da história numa entrevista televisiva.

Savanna foi levada pela mãe bipolar dos EUA e nunca mais lá voltou. A jovem universitária só descobriu que era procurada pelo FBI no dia em que a polícia lhe bateu à porta.

«Eu apoiei a minha mãe desde o primeiro dia porque eu sei quem ela é e sei que o que ela fez foi por uma razão válida», disse. «Eu fui criada para não julgar até achar conveniente. Tive sempre uma mãe, fui sempre amada, fui sempre apoiada. Eu li o lado dela. Li todos os documentos e sinto que ela precisa de ser ouvida», conta o Daily Mail.

Dorothy Lee Barnett tem 53 anos e está detida nos EUA e pode ser condenada a 10 anos de prisão. A mulher que um dia pegou na filha para ir a uma festa de aniversário e deixou o país, alega que o marido, agora um investidor bancário de sucesso, a deixou por estar zangado por ter ficado grávida. Já ele alegou, em tribunal, que a mulher era instável e que o tentou agredir na lua de mel. A cenas excessivas protagonizadas em tribunal por Dorothy foram o suficiente para que a custódia da pequena Savanna fosse atribuída ao pai. Dorothy não se ficou e numa visita semanal acabou por fugir com a filha.

Segui-se uma vida em fuga que passou pela África do Sul, Nova Zelândia e que terminou na Austrália. Dorothy voltou a ter um filho e a casar, mas foi o novo marido de quem mais tarde se veio a separar que acabou por desvendar o caso. O homem suspeitou da mulher e das pistas que ao longo dos anos foi deixando perceber, e com uma simples pesquisa na Internet descobriu que a mulher era final uma mulher procurada pelas autoridades norte-americanas. O passo seguinte foi ligar para o pai de Savanna.

A fuga terminou a quatro de novembro quando a polícia australiana bateu à porta da família.