Uma australiana de 27 anos contraiu uma grave infeção e está agora dependente de uma cadeira de rodas, tudo por apenas ter usado um pincel de maquilhagem de uma amiga para esconder uma borbulha.
 
Segundo o «Daily Mail», Jo Gilchrist, apanhou uma estirpe resistente a antibióticos da bactéria «Staphylococcus aureus», que lhe atacou a medula espinal e foi causando perda de sensação abaixo da cintura.
 
Os médicos do hospital Princess Alexandra, em Brisbane, este da Austrália, demoraram muito tempo a descobrir o que estava a acontecer com a paciente e ainda estão a tentar «limpar» o corpo de Jo da bactéria com antibióticos mais fortes. A mulher terá ainda de passar três meses no hospital.
 

«Começou com uma dor nas costas e pensei que fosse devido a [má] postura, mas foi ficando cada vez pior. Tinha dores horríveis e nada funcionava. Pensei que ia morrer – a dor foi pior que dar à luz», disse ao Daily Mail Australia.

 
Depois das fortes dores veio a perda de sensação nas pernas.
 

«Eles disseram que [a dormência] ia subir para os braços e peito, e quando isso acontecesse teriam de me por em coma induzido até aprender a respirar novamente»

 
Gilchrist foi submetida a uma cirurgia e só quando acordou descobriu que tinha MRSA (sigla em inglês), uma forma transmissível da bactéria «estafilococo dourado». A única explicação é o pincel da maquilhagem da amiga.

«A única coisa que explica o que aconteceu é o pincel da maquilhagem. A minha amiga tinha uma infeção causada pela mesma bactéria na cara e eu tinha usado o pincel dela. Não fazia ideia que isto podia acontecer. (…) A minha amiga sente-se muito mal, mas não é culpa dela, eu é que tinha o sistema imunitário em baixo, o que facilitou a propagação da bactéria»

 
Os médicos temem que a mulher não recupere a mobilidade, ainda que com algum trabalho possa conseguir andar uma a duas horas por dia.
 

«Disseram-me que nunca voltaria a andar (…), mas eu estou a lutar com isto com todas as minhas forças e estou a aprender a andar outra vez. Há duas semanas disseram-em que com sorte talvez consiga andar uma hora ou duas por dia. Estou feliz, não achei que fosse possível»

 
Gilchrist não sente nada abaixo do umbigo e perdeu controlo sobre a bexiga e os intestinos, ainda assim, a australiana considera-se «sortuda», porque se a infeção tivesse passado para o cérebro, teria morrido.
 

«Tive muita sorte [por a bactéria] ter ido para a medula espinal. Se tivesse ido para o cérebro teria morrido, e se fosse para os membros teriam de ser amputados», concluiu.