Uma aeronave civil australiana avistou a olho nu alguns destroços a boiar, incluindo uma palete de madeira e vários pequenos objetos num raio de cinco quilómetros, que poderão ser do avião malaio desaparecido, informou o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott.

Segundo a imprensa australiana, o primeiro-ministro foi informado que durante a noite um avião avistou «um número de pequenos objetos muito juntos na zona de busca australiana», a cerca de 2.500 quilómetros ao largo de Perth. O primeiro-ministro adiantou que entre os destroços está uma «palete de madeira», mas esclareceu que antes que se possa «especificar do que se trata» é «preciso de recuperar algum do material», explicou.

«Ainda é muito cedo para definir (que se trata dos destroços do avião), mas definitivamente temos agora um número muito credível de pistas e há uma esperança aumentada, não mais do que esperança, de que possamos estar no caminho de descobrir o que aconteceu com o mal fadado avião», disse.

O avião da Força Aérea P3 Orion foi desviado para o local, mas informou avistar apenas aglomerados de algas, segundo o comunicado da autoridade marítima australiana.

As autoridades australianas e americanas têm vários aviões a vigiar a área, mas nos últimos três dias nada tinha sido encontrado. Para o local foram já mobilizados os meios australianos, chineses e japoneses.

O primeiro-ministro australiano não mencionou especificamente a imagem de um satélite chinês, captada no dia 18 e divulgada este sábado, que mostrava uma peça grande a flutuar, próximo do local onde antes duas imagens de satélite haviam revelado possíveis destroços, numa zona remota do oceano.

Abbott revelou que a sua confiança também está relacionada com o aumento dos recursos que estão envolvidos nas operações de busca. Quatro aviões, dois chineses e dois japoneses, vão juntar-se este domingo aos seis aparelhos já envolvidos na gigantesca operação, disse o governante.

«Claro que quantos mais aviões tivermos, quantos mais navios tivermos, mais confiantes ficamos na recuperação de qualquer material que esteja por lá», afirmou. «Isto é realmente um grande esforço internacional e mostra que muitos países são capazes de se unirem num momento difícil. É um exercício humanitário muito importante. Devemos às quase 240 pessoas a bordo daquele avião, devemos às suas famílias em luto, devemos aos governos dos países afetados fazer tudo o que está ao nosso alcance para descobrir o máximo que conseguirmos sobre o destino do MH370», declarou.

O voo da Malaysia Airlines desapareceu dos radares no dia 08 de março, quando viajava entre Kuala Lumpur e Pequim, e duas semanas mais tarde os investigadores da Malásia ainda acreditam que o avião foi deliberadamente desviado por alguém a bordo.