Austin Sigg, um jovem de 18 anos residente no estado do Colorado, EUA, foi condenado a prisão perpétua depois de admitir ter assassinado Jessica Ridgway, uma menina de 10, há cerca de um ano.

A sentença de Sigg era originalmente mais leve e tinha possibilidade de liberdade condicional, mas o juiz Stephen Munsinger acrescentou 86 anos à pena por outros crimes. Além do assassinato e desmembramento da jovem, acrescentou-se violação e rapto da criança e uma outra tentativa de rapto a uma desportista em maio de 2012.

«Este caso pede uma sentença vitalícia», disse o juiz.

Sigg só não recebeu a pena de morte porque os crimes foram cometidos quando tinha apenas 17 anos e, sendo menor nessa altura, essa sentença não se pode aplicar.

A mãe da vítima, Sarah Ridgeway, disse ao juiz que apenas se quer lembrar da filha que perdeu e que o nome do assassino será rapidamente esquecido.

«Quando sairmos deste tribunal não nos iremos lembrar do nome dele, apenas da Jessica e do legado que ela criou», disse Sarah durante o julgamento.

A criança foi raptada enquanto se dirigia para a escola e os seus restos mortais foram encontrados 5 dias depois num parque e na casa de Sigg.

O assassino, que se confirmou ter um fascínio pela ciência mortuária, foi descrito por antigos colegas de escola como inteligente e vítima de bullying por ter uma voz aguda.

Os advogados de defesa alegaram que a mãe de Sigg havia inalado tinta durante a gravidez o que deixou o jovem com um trauma e com várias deformações na cabeça e nos intestinos.