Um ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, começou a ser julgado esta quinta-feira na Alemanha. Reinhold Hanning, tem 94 anos e está acusado de ser cúmplice na morte de 170 mil pessoas.

O também ex-membro da SS, grupo militar ligado ao partido nazista de Adolf Hitler, alega que prestou serviço numa zona do campo de concentração onde não operavam as câmaras de gás que vitimaram milhares de judeus húngaros.

No entanto, os procuradores sustentam na acusação que todos os guardas que trabalharam em Auschwitz durante o período conhecido por “Ação Húngara” - em 1944 – foram chamados, a dada altura, para ajudar a distribuir os milhares de judeus que chegavam às instalações no complexo, escreve a Associated Press.

O julgamento decorre na cidade alemã de Detmold, numa zona industrial e de comércio, por forma a acomodarem todos os observadores e jornalistas que querem assistir ao desenrolar das audiências. A presença policial na cidade também foi aumentada.

A primeira testemunha prevista para ser ouvida é Leon Schwarzbaum, também de 94 anos, mas um sobrevivente do campo de concentração, nascido em Berlim. 

Leon Schwarzbaum foi levado para Auschwitz em 1943, escreve a Associated Press, que cita uma fonte da acusação.