A Liga Nacional para a Democracia (LND), o maior partido da oposição na Birmânia, liderado por Aung San Suu Kyi, conquistou a maioria no parlamento, de acordo com resultados hoje divulgados pela comissão eleitoral birmanesa.

Segundo os mais recentes dados da comissão eleitoral, a LND conquistou mais 21 assentos na câmara baixa, elevando o total de lugares no conjunto do parlamento para 348, obtendo a maioria.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já felicitou Aung San Suu Kyi pela vitória do seu partido, mas advertiu que há “muito trabalho” pela frente para tornar o seu país numa democracia.

Ban Ki-moon descreveu as eleições de domingo como uma “conquista significativa” para a transição política da Birmânia, mas lamentou que muitos eleitores pertencentes a minorias, como os muçulmanos rohingya, não tenham podido exercer o seu direito de voto.

“Ainda há muito trabalho a fazer na Birmânia no caminho para a democracia e para que futuras eleições sejam verdadeiramente inclusivas”, afirmou o secretário-geral da ONU em comunicado.

Na quarta-feira, a líder da oposição birmanesa, Prémio Nobel da Paz em 1991, e que a junta militar manteve sob detenção durante mais de 15 anos, apelou a conversações com o chefe do exército, com o presidente e com o líder do Parlamento, numa carta endereçada aos três homens-chave, tornada pública pelo partido que dirige, convidando-os a discutir a reconciliação na próxima semana.

O Presidente da Birmânia, que se juntou ao chefe do exército nas felicitações a Aung San Suu Kyi, prometeu uma transição suave do poder.