A Interpol emitiu, nesta segunda-feira, um mandato de captura internacional em nome do herdeiro da Red Bull, acusado de ter matado um polícia, em Banguecoque, na Tailândia, em 2012. Vorayuth Yoovidhya, de 32 anos, é neto do co-fundador tailandês da marca Red Bull, a bebida energética mais popular do mundo. Há cinco anos que é procurado pela justiça tailandesa.

O porta-voz da polícia tailandesa, o coronel Krissana Pattanacharoen, disse que o seu departamento recebeu um ”Alerta Vermelho” da rede policial internacional Interpol, ou seja, um pedido mundial para encontrar e prender provisoriamente um indivíduo.

Fomos informados de que a Interpol emitiu um “Alerta Vermelho” sobre o herdeiro da Red Bull e agora temos de esperar para ver que tipo de respostas recebemos dos outros países membros (da Interpol). Estamos a trabalhar neste caso e estamos a usar todos os meios para o resolver. Este “Alerta Vermelho” foi feito por acreditarmos que ele está a esconder-se em países estrangeiros”, explicou o porta-voz, de acordo com a agência noticiosa AP.

O homem é suspeito de ter atropelado um polícia de trânsito que estava de mota, numa estrada principal da cidade de Banguecoque, em setembro de 2012. O polícia ficou preso debaixo do carro, um Ferrari preto, e foi arrastado vários metros. O suspeito fugiu e o polícia morreu no local.

As autoridades consideraram Yoovidhya como o principal suspeito, porque havia um rasto de líquido dos travões do Ferrari desde a cena do crime até à casa do herdeiro.

Apesar de ser suspeito de homicídio, Yoovidhya nunca enfrentou a justiça, porque faltou sempre às audiências em tribunal. Em abril, o herdeiro da Red Bull saiu da Tailândia, quando as autoridades emitiram um mandado de prisão e viajou para Singapura num jato privado. Desde então que o paradeiro de Yoovidhya é desconhecido.  

O aviso foi enviado para os 190 membros da Interpol, o que significa que Yoovidhya deverá ser preso pelas autoridades em qualquer um destes países e extraditado para a Tailândia.

O caso tem gerado revolta na Tailândia, onde têm surgido críticas à impunidade dos ricos. Yoovidhya continua a ter um estilo de vida de luxo, a viajar em jatos privados, a praticar snowboarding no Japão, a ir a discotecas em Londres ou a corridas de Fórmula 1.