Na sexta-feira, o Exército Libanês cercou o Parlamento do país com arame farpado, ameaçando com medidas fortes contra a violência ocorrida numa noite de distúrbios devidos à guerra civil na Síria e à paralisia política interna.

Irritados com o adiamento da eleição geral de junho, cerca de cem manifestantes, vinte dos quais acampados fora do isolamento, entraram em confronto com a polícia na noite de quinta-feira perto do Parlamento, noticiou a «Reuters».

A manifestação no centro de Beirute era pacífica, mas noutros pontos da capital havia bloqueios nas estradas com pneus em chamas, avança a agência internacional. Diziam, segundo a Reuters, agir em solidariedade para com aqueles que estavam a ser confinados pelas forças de segurança.

Na região do Bekaa a violência intensificou-se quando a milícia xiita Hezbollah e pistoleiros sunitas do Líbano se envolveram em lados opostos no conflito.

Foguetes vindos de posições rebeldes na Síria têm atingido localidades xiitas do Líbano desde que o Hezbollah interveio para ajudar as forças do presidente sírio, Bashar al Assad, a reconquistarem a localidade fronteiriça de Qusair, adianta a «Reuters». O presidente Michel Suleiman, segundo a agência, pediu ao grupo Hezbollah para se retirar da Síria, sob o risco de causar grande instabilidade no Líbano.

A violência na Síria já obrigou mais de 500 mil sírios a refugiarem-se no Líbano, levando ao adiamento das eleições para 2014. O antigo primeiro ministro, Fouad Siniora, acredita no possível «colapso do Estado», cita a «Reuters».