O vice-Procurador-Geral da República angolana garantiu que os 15 jovens ativistas em prisão preventiva desde junho, em Luanda, não são presos políticos e que a detenção se justificou por estarem, alegadamente, a preparar uma "insurreição".

A posição do general Hélder Pitta-Groz, transmitida pelos órgãos de comunicação do Estado angolano, surge no dia em que está anunciado um protesto para Luanda, exigindo a libertação destes jovens, considerando-os "presos políticos".

"Não foi por pensarem, não foi pela consciência, que eles foram presos. Foram presos somente porque estavam a preparar atos que levavam à subversão do poder instituído", afirmou o vice-Procurador-Geral da República, citado pela Lusa.

Entretanto, o segundo comandante da Polícia Nacional de Angola, comissário-chefe Salvador Rodrigues, afirma desconhecer qualquer manifestação "autorizada" para Luanda esta quarta-feira, dia em que está anunciado um protesto para reclamar a libertação dos ativistas.

A informação foi transmitida pelo oficial da polícia angolana, questionado pela Lusa, à margem de um seminário sobre direitos humanos, promovido em Luanda pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos e Fundamentais.