Quatro homens foram interrogados durante a investigação aos atentados de Paris, supostos de terem ajudado Amédy Coulibaly a preparar os ataques, avança o Le Figaro, que cita o procurador Francois Molins.

Os suspeitos, Willy P., Christope R., Tonino G. et Michaël A., com idades entre os 22 e os 28 anos, estão associados a células terroristas que se preparavam para ataques contra pessoas. No entanto, nenhum dos homens está indiciado pelo crime de cúmplice de homicídio.

Todos os suspeitos foram detidos, sendo que três estão «sob custódia de acordo com as exigências do Ministério Público». O outro suspeito está sob prisão preventiva e aguarda interrogatório por um «magistrado especial» no fim-de-semana.

De acordo com o procurador, os inquéritos determinaram que três dos suspeitos tinham visitado várias vezes os arsenais de Paris para «comprar equipamentos», entre os quais coletes táticos e gás lacrimogéneo. Alguns destes equipamentos foram encontrados no esconderijo de Coulibaly em Gentilly.

«As investigações têm evoluído sob o componente Coulibaly e não Kouachi», acrescentou o procurador que prevê «meses e anos» de investigações. 

«Coulibaly aterrorizou o meu cliente»

O advogado de um dos quatro detidos afirmou, à BFMTV, que o seu cliente «foi espancado e aterrorizado depois de se recusar» a ajudar Amedy Coulibaly.

«O meu cliente está acusado de ter comprado ou servido de intermediário para a compra de um veículo, vários coletes táticos, um taser e uma faca», revelou o advogado, Fabrice Delinde, acrescentando que o seu cliente «nunca soube qual o objetivo de Coulibaly» e que o ajudou por estar «aterrorizado».

«O meu cliente não é muçulmano sequer», acrescentou o advogado.