As autoridades francesas encontraram um passaporte sírio e um egípcio junto aos restos mortais de um dos bombistas que se fez explodir junto ao Estádio de França, segundo as agências internacionais que citam fonte da investigação.

E, de acordo com a Reuters, que cita a polícia, o detentor do passaporte sírio passou pela ilha grega de Lesbos a 3 de outubro, um dos palcos de chegada de muitos migrantes e refugiados nos últimos meses.

O passaporte sírio pertencia a um refugiado registado em Lesbos, afirmou o ministro grego para a Proteção dos Cidadãos, Nikos Toskas.

Junto ao Estádio de França morreu um emigrante português, taxista, que ali se dirigiu em serviço, segundo confirmou à TVI24 o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

Os ataques terroristas, já reivindicados pelo Estado Islâmico, causaram a morte a pelo menos 128 pessoas, e deixaram 200 feridos metade dos quais em estado grave. Um dos óbitos era emigrante português em França.

De acordo com as autoridades francesas, os autores dos atentados estão todos mortos, tratando-se de oito terroristas, todos com coletes de explosivos, sete dos quais suicidas. O outro foi abatido pela polícia na sala de espetáculos Bataclan. 

Não está excluída a possibilidade de haver cúmplices em fuga e é essa pista que as autoridades de segurança seguem neste momento. 

Segundo, ainda, um último balanço, há também cerca de 100 feridos ligeiros ou moderados. 

Os ataques tiveram lugar no Bataclan, no estádio nacional, onde decorria o França-Alemanha, na avenida da República e em restaurantes e esplanadas. 

O Estado Islâmico já reclamou a autoria dos atentados, enquanto o presidente francês, François Hollande, considerou estes ataques um " ato de guerra".