O terminal de saídas do aeroporto de Bruxelas vai reabrir parcialmente este domingo, menos de 40 dias depois do atentado terrorista de 22 de marco, informou hoje a direção do aeroporto.

Domingo é um dia importante na recuperação do aeroporto de Bruxelas. As portas do terminal de saída irão reabrir novamente. Foi possível em menos de 40 dias e é certamente um sucesso técnico e operacional que requereu um enorme esforço de centenas de pessoas", disse o responsável da gestora do aeroporto, Arnaud Feist, em comunicado.

Já a partir de segunda-feira os procedimentos para todos os voos serão divididos entre a área reabilitada e a infraestrutura temporária criada depois do atentado de 22 de março.

Com esta alteração a capacidade do aeroporto aumenta para pelo menos 80%, sendo o objetivo da empresa gestora do aeroporto recuperar a 100% até meados de junho.

Tal como acontece na infraestrutura temporária, mesmo na área reabilitada, os passageiros também terão de passar por um controlo prévio de segurança antes de entrarem mesmo no terminal de saída.

Além disso, apenas os passageiros com bilhetes podem entrar no terminal e nas zonas temporárias.

O aeroporto de Bruxelas recomenda aos passageiros que cheguem três horas antes da partida do voo, que levem o menos bagagem possível, respeitem as regras sobre líquidos e se possível que façam o 'check-in' no portal da internet da companhia aérea. Também devem imprimir o bilhete e mostrar os documentos de identidade à entrada do aeroporto.

A companhia aérea portuguesa TAP vai retomar a sua operação normal para Bruxelas a partir de segunda-feira, com quatro voos diários.

A 22 de março passado, dois bombistas suicidas fizeram-se explodir na zona das partidas do aeroporto internacional de Bruxelas-Zaventem, cerca das 08:00 (menos uma hora do que em Lisboa) seguindo-se um novo atentado, uma hora depois, na estação do metro de Maelbeeck, todos reivindicados pelo Daesh (acrónimo para o autoproclamado Estado Islâmico).

Os atentados de 22 de março, no aeroporto e no metro de Bruxelas, causaram pelo menos 35 mortos.