Alegados terroristas islâmicos atacaram um hotel no Burkina Faso e fizeram um número ainda indefinido de reféns. O hotel, situado na capital Ouagadougou, é conhecido por ser escolhido por estrangeiros.

Pelo menos 15 feridos foram transportados para o Hospital Universitário de Ouagadougou, diz o próprio diretor do hospital. De acordo com a mesma fonte, pacientes assistidos no estabelecimento asseguram ter visto corpos de pelo menos 20 vítimas, escreve a Agência Reuters.

"Recebemos cerca de 15 feridos. Há pessoas com ferimentos de balas e pessoas feridas na sequência de quedas", confirma Robert Sangare, diretor do centro hospitalar universitário de Ouagadougou.


A Al-Qaeda no Magrebe Islâmico reivindicou a autoria do ataque ao hotel Splendid e ao café-restaurante Cappuccino, avança o SITE, um site especializado em movimentações de grupos radicais islâmicos. 

De acordo com jornalistas da Agência France-Presse, pelo menos três homens dispararam e cerca de 10 veículos foram incendiados na rua onde se situa o hotel de quatro estrelas Splendid, numa área central e movimentada da capital do Burkina Faso.

O Splendid é geralmente utilizado por funcionários da ONU e por cidadãos ocidentais, sensivelmente os mesmos frequentadores do café-restaurante Cappuccino Splendid, localizado frente ao hotel e também atingido.

O ataque a tiro ao café-restaurante Cappuccino de Ouagadougou causou “vários mortos”, segundo um empregado do estabelecimento contactado telefonicamente pela AFP. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Alpha Barry, admitiu à Agência Reuters que há mortos, mas sem precisar um número. 

Este funcionário do café, muito frequentado à noite e que dispõe de uma pequena esplanada na Avenida Nkrumah, na capital do Burkina Faso, não estava em condições de dar informações mais exatas.

Entretanto, um polícia que procurava aproximar-se do hotel foi ferido por balas, segundo outros agentes.

As forças de segurança estabeleceram um perímetro de segurança em torno da zona do hotel e aguardam ordens para avançar para um assalto ao edifício. As autoridades burquinas admitem pedir ajuda às forças francesas sedeadas no país.