Pelo menos 17 pessoas morreram depois de um atentado a um edifício governamental em Mogadishu, na Somália. O ataque foi reivindicado pelo grupo islamita radical al Shabaab.

«Estamos cá dentro e a luta continua» disse um porta-voz das operações militares do grupo, citado pela agência Reuters.


Dos 17 mortos, oito são civis, sete são atiradores e dois membros das forças de segurança, segundo a BBC. 

O ataque começou com duas explosões no exterior do edifício. Depois, homens armados entraram nas instalações governamentais, onde lutaram contra as forças de segurança.

«Primeiro ocorreram duas explosões, uma através de uma bicicleta, outra num carro, fora do edifício. Depois homens armados invadiram-no. A luta continua», afirmou um agente da polícia.


Outras testemunhas destacam um tiroteio no edifício.

«Os atacantes disparam do topo do edifício e as forças governamentais tentam responder de todo o lado», disse um comerciante local.


As autoridades da Somália confirmaram que o Ministério do Petróleo e dos Minerais bem como o Ministério da Educação situam-se no edifício atacado.

No final do mês passado, o grupo al Shabaab atacou um hotel na capital da Somália usando uma tática semelhante: explosões seguidas de um tiroteio dentro do hotel. O ataque provocou 14 mortos.