O grupo radical islamita Abu Sayyaf foi responsável pelo atentado à bomba na sexta-feira, na terra natal do Presidente filipino, Rodrigo Duterte, que matou pelo menos 14 pessoas e deixou 67 feridas, disse a presidente da câmara de Davao. 

"O Gabinete do Presidente enviou uma mensagem de texto para confirmar que foi uma da retaliação do Abu Sayyaf. Nós, no município, estamos a tratar este caso como uma retaliação do Abu Sayyaf", disse à CNN Filipinas Sarah Duterte, que além de autarca é filha do Presidente Duterte.

O ministro da Defesa, Delfin Lorenzana, também atribuiu o ataque de sexta-feira ao Abu Sayyaf, um grupo islâmico que prometeu lealdade ao grupo Estado islâmico.

Duterte fez questão de visitar o local. O Presidente das Filipinas declarou o “estado de anarquia” no país,

“Vivemos tempos extraordinários. Estamos a tentar lidar com esta crise agora. Parece que há um ambiente de anarquia”, disse o Presidente filipino à imprensa no local do atentado, horas depois da explosão.

Segundo o chefe de Estado, a medida implica um aumento da presença de militares e de polícias em todo o país para combater a ameaça terrorista.

Amnistia pede a presidente que respeite direitos humanos 

A Amnistia Internacional instou o Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, a respeitar os direitos humanos na resposta ao atentado na sexta-feira.

“A total indiferença demonstrada pelos atacantes pelo direito à vida não deve respondida com uma ação governamental que não tenha em conta os direitos humanos”, indica em comunicado Champa Patel, investigador para a região do sudeste asiático e Pacífico da AI.

“O recurso a homicídios, detenções arbitrárias e outras violações dos direitos humanos apenas vai beneficiar aqueles que procuram um ciclo crescente de violência e abusos”, acrescentou Patel.